Antes de julgarmos o tratamento da imigração espanhola com relação aos nossos turistas brasileiros deportados erroneamente, devemos entender o que os levou a tomar esta atitude parcialmente errada, porém parcialmente necessária.Os espanhóis não estão de birra infantil com nosso país. A verdade é que existem hoje aproximadamente 115 mil brasileiros ilegais na Espanha, usufruindo do sistema público que é bancado pelos cidadãos espanhóis. Eu também não gostaria que o imposto pago duramente com o meu suor subsidiasse serviços para imigrantes ilegais de que país fossem. Além disso, estes imigrantes clandestinos roubam empregos de espanhóis que precisam trabalhar.
Para piorar a situação, ainda temos o problema da exportação de prostitutas à Espanha. São aproximadamente 6.000 prostitutas brasileiras, isto é um terço de todas as prostituas do país! Foi um aumento de 80% desta classe em dois anos. Aproveito para dizer que não tenho nada contra a prostituição, inclusive apoio a sua legalização. Mas o fato é que esta profissão é ilegal na Espanha, e estamos vergonhosamente contribuindo com esta atividade criminosa no país.
Com isto exposto, entendo que, seja lá o critério que a imigração espanhola estava usando, ela não estava funcionando, e está deixando brechas para a entrada de imigrantes ilegais. Concordo que eles devam endurecer as normas para entrada no país visando estancar este problema. Se fosse com o Brasil, exigiria o mesmo da nossa Polícia Federal. Apenas acho que eles se equivocaram com os novos critérios, sendo exageradamente grotescos e injustos.
Já a retaliação brasileira é absolutamente infantil e apenas repete o erro das autoridades espanholas. Nós não temos nenhum problema com imigrantes madrileños roubando empregos dos nossos peões de obra, e muito menos com prostitutas cataluñas rodando bolsa na cinelândia. Em vez de agir por birra, impedindo espanhóis de entrarem no nosso país, deveríamos enviar oficiais do Itamaraty para o país europeu procurando avaliar conjuntamente os novos critérios de imigração para chegarmos a um acordo bilateral, que previna a imigração ilegal, mas que não prejudique os turistas inofensivos.
