Wednesday, November 21, 2007

DEMOCRACIA COM MERITOCRACIA

Não acredito 100% na democracia. Imagine que temos uma sala com 3 pessoas. Duas delas decidem que não gostam do terceiro e fazem uma votação para espancá-lo. Será uma votação democrática, 2 contra 1. O pobre coitado tentará se salvar em vão, enquanto os outros dois malucos, respaldados por um ato democrático, descerão o cacete no infeliz. Lembremos também que Hitler, assim como Chávez el patife cucaracho, foram escolhidos democraticamente. Em ambos os casos, um povo iludido, colocou estes imbecis no poder.

Acho que para votar, o cidadão deveria merecer seu título de eleitor. Não temos que fazer provas para dirigir? Para exercer profissões (OAB, CREA, Conselhos de Medicina)? Quão mais importante é a possibilidade de influenciar diretamente um país inteiro, com seus 180 milhões de habitantes, através do voto? Ora, isso merece a mais dura prova de todas.
Com um eleitorado mais instruído, a chance de termos ditaduras populistas mascaradas de democracia seria muito menor. Além disso, teríamos maior chance de proteger todas as classes, evitando que os ricos se juntassem para explorar os pobres, assim como evitaríamos que os pobres se juntassem para confiscar tudo dos ricos. Já parou pra pensar que isso poderia acontecer no Brasil? Se os milhões de pobres decidissem se juntar, e votar pelo confisco dos bens dos pouquíssimos ricos, isto seria uma votação puramente democrática mas, de forma nenhuma, justa.
Muitos poderão falar que esta visão é elitista e favoreceria apenas os ricos. ERRADO. Ser instruído não significa necessariamente ser rico. Os pobres também podem estudar e se formar, apenas dependem da rede de ensino pública. Agora, se a educação pública precisa ser melhorada, isto é assunto para um novo artigo.

Monday, November 19, 2007

FILME CÚ....LT

Sempre me esforço para procurar os tão falados filmes "cult" e ser positivamente surpreendido. Confesso que sempre que assisto um destes filmes tão pregados pelos aspirantes a artistas, fico decepcionado. É a mesma balela de sempre, filme americano é um lixo, quem não curte filme alternativo é ignorante e não entende de arte, e etc. Eu, de acordo com eles, por ser vocalista de banda de rock semi-filosófica, tenho a obrigação de assistir Almodóvar, Bergman, e outros membros da trupe.
Neste feriado, aproveitei para assistir muitos filmes e botar meu lado "cult" em dia. Assisti o filme iraniano, super bem falado em Cannes pela roda de pseudo-intelectuais do cinema, intitulado Dois Anjos. O filme é terrível, um lixo, uma perda de tempo. Sem começo, ou fim, o filme parece ser um eterno "meio" de filme, lento, chato e superficial. As supostas alegorias e simbolismos do mundo persa são fracos e óbvios. Claro que muitos irão alegar a importância deste filme, por tratar diretamente sobre o tema da liberdade; afinal, a civilização muçulmana tem atitudes muito primitivas e coercivas, a meu ver. O jovem protagonista Ali se apaixona pela flauta (no bom sentido), e quer se libertar do seu pai autoritário, atrasado e exacerbadamente religioso. A musica ainda é vista por muitos no mundo muçulmano como pecado, e por isso todo o drama. Mas drama mesmo foi aturar o filme até o final.

No mesmo final de semana assisti Ratatouille, da Disney Pictures. Que maravilha! Salvou o fim de semana. Um filme de animação gráfica impressionante, uma trama gostosa e bem humorada, e como sempre, por mais infantis e óbvios que os filmes de Hollywood sejam, existe uma lição moral de enorme valor.

Ainda bem que existe Hollywood pra nos salvar destes chatíssimos filmes cú-lt, que muitas vezes são mais óbvios que azeitona em empada.

Tuesday, November 06, 2007

OSESP: DINHEIRO NO RALO

Agora eu sei porque os governantes precisam tanto da manutenção da CPMF, entre outros impostos absurdos! Descobri, que é com nosso suado dinheiro (impostos) que mantemos o salário maravilhoso de R$ 100.000,00 (isso mesmo...cem mil reais!) por mês para o maestro da orquestra sinfônica de São Paulo, a OSESP. O sortudo John Neschling (foto abaixo) vive com conforto à base do imposto absurdo pago pelo contribuinte brasileiro. Aqui vai minha pergunta: é JUSTO e COMPATÍVEL com a realidade brasileira um salário para um cargo tão insignificante como estes? Digo insignificante me referindo ao orçamento da união e política de gastos públicos, pois nunca questionaria a beleza da musica clássica. Mas por que ele ganha fortunas e um sanfoneiro de forró ganha misérias? Por que a arte dele é superior ao de outras pessoas? Quem julga isso? Os amigos dele do governo? E por que gastar 18 milhões por ano com uma orquestra sinfônica quando este dinheiro poderia estar indo para hospitais e escolas. Prioridade, gente...prioridade! Pelo amor de deus!!! Se a música é boa, ela sobreviverá dos ingressos vendidos. Se musica clássica não tem público, então que não seja o meu dinheiro que a mantenha.

São violinistas e tocadores de fagote andando de carro importado, enquanto médicos deixam de trabalhar por atraso de salários ínfimos. E nem vamos entrar na questão recém exposta de dirigentes de sindicatos usando o dinheiro da contribuição sindical para comprar casas em Campos do Jordão e instalar DVDs nos bancos traseiros de seus carros. BASTA! BASTA! Se pagar imposto significa dinheiro no ralo, orgia de dirigentes, dinheiro pessimamente empregado, e estupidez política...BASTA!

Governo...você está despedido! De novo!